Olá Amigos!!!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pontos e contos de um passageiro...

TEXTO IV: Comprei um carro

Venho somente para lhes comunicar que está é minha ultima viagem de de ônibus.
Comprei um carro. Não é novo. Mas já é melhor que busão.
Mas vocês acreditam que já tem gente me pedindo carona?! E eu já disse que não dou.
Já comprei o carro justamente pra deixar de ser um indivíduo coletivo e passar a ser um indivíduo individual e eles querem que eu dê carona. Não dou.
Meu carro. Minha vida. Só meu. Só minha.



Um abraço...
Até a próxima.Ou o próximo.

Pontos e contos de um passageiro...

TEXTO IV: A Dupla Sertaneja do Ônibus: Vendedor & Pedinte

Você deve conhecer aquela famosa frase utilizada por vendedores e pedintes dentro do ônibus "eu poderia 'tá' matando, roubando, me prostituindo. Mas não estou. Estou aqui pedindo sua ajuda pra comprar o pão, o leite (a cachaça)".
È?! É sério que você tem todas essas qualificações e poderia estar fazendo tudo isso?
 Então por que não foi?
Não é falta de humanidade. Eu só não quero balas nem chicletes por que eu uso aparelho. E também não vou dar uma moeda por que eu tenho um cofrinho em formato de bujão e o destino dessa moeda é ir pra lá.
Eu sugiro que você mude seus conceitos sobre matar roubar e prostituir.Hoje em dia todo mundo faz isso. Ainda mais você que além de estar precisando ainda fica escolhendo ocupação. Quem precisa tem que fazer o que aparece.

Foi neste momento que o ônibus parou e mele entraram, um assassino, um ladrão e uma prostituta. E todos vinham na minha direção.

Pontos e contos de um passageiro...

TEXTO III: As caras e os caras


Eu até entendo que andar de ônibus não seja a coisa mais emocionante e divertida do mundo. Mas convenhamos que as caras das pessoas que estão dentro dele, chega a fazer os olhos doerem de tão feias que são.
Do motorista até o bebê que estava dentro da barriga da mulher que que caiu, no texto anterior. Todos com cara de quem perdeu o ônibus.
Ficam com aquele olhar fixo. Os lábios rígidos. Encolhidos. Parece que acabaram de ser demitidos.
Mas ainda existe algo capaz de fazer com que eles mudem suas expressões. Adivinhem o que é?
Apertar o botão, puxar a cordinha e descer do ônibus.



            

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Morre o Polvo Paul. E o Tuma?





Ontem foi um dia muito triste.
Duas grandes personalidades faleceram. Uma era da política. A outra era um ser iluminado (O Chico Xavier dos aquários). Romeu Tuma e o polvo Paul.
Imagino que tenha sido uma tarde bem atribulada para a nossa amiga (apresentadora 'cheia de comoção') Sônia Abrão, que deve ter entrado em contato com a secretária do tio do amigo do tratador de Paul, conversado com ela sobre a morte do mascote e como todos estavam sentindo sua perda (sempre com aquela voz de condolências). E logo depois, em seu programa, anunciar o furo que seus repórteres conseguiram.
Mas TODA  mídia deu alguma notícia à respeito da morte de Paul.
E do Tuma?! Falaram dele também. Uma notinha aqui, outra ali. Mas nada que se compare a repercussão MUNDIAL que teve a morte do polvo.
Veja o que foi publicado no site do jornal 'SENSACIONALISTA' "Produtores de Nosso Lar já encomendaram um roteiro sobre a vida do Polvo Paul, que se chamará “Nosso Mar”. “Depois de Chico Xavier, que era um fenômeno local, nós estávamos procurando um vidente de alcance mundial. Paul foi a escolha óbvia”, disse o diretor Antônio Soares. A morte de Paul está provocando comoção no mundo inteiro. Nemo enviou uma carta de condolências e Dori já chorou 1.257 vezes hoje ao receber a notícia."


Alguns se referem ao polvo como: PAUL KARDEK


E o tuma?











terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pontos e contos de um passageiro...

TEXTO II:  Vemos e ouvimos

Hoje, quando eu estava voltando para casa aconteceu uma dessas situações um tanto quanto desagradáveis. Mas que todos que andam de ônibus está sujeito a passar.
Tudo acontecia como de costume até que entra uma senhora grávida (já falei antes das grávidas, mas desta vez ela era inocente), ela estava com uma sacola de uma loja de crianças na mão esquerda. Com a mão direita ela pegou as duas moedas de 1 real que estava no bolso de trás da calça; pagou ao cobrador e girou a catraca. Deu 4 ou 5 passos em direção ao interior do ônibus. Já estava no meio de do caminho que tinha traçado até o banco vazio que havia avistado lá no fundo.
Foi neste instante que algo deu errado. Por um motivo que só Deus ou o Diabo explica o motorista, sem anúncio prévio, dá uma freada tão delicada quanto o coice de uma 'camela' de TPM.
E então que tem início a valsa. A senhora grávida que ainda não havia se sentado, perde o equilíbrio e sai rolando ônibus a dentro, até ser amparada pelo eixo da catraca (neste dia esta catraca foi batizada de Amparo).
Expectativa....
...
Ela ainda fica ali estática por alguns segundos, sob o olhar, alguns preocupados, alguns curiosos, outros indiferentes.
Passado o choque, ela se levanta, ainda com a sacola na mão esquerda. Meio desconsertada é ajudada por outras passageiras que estavam mais próximas do ocorrido.
Uma, ao celular, quando indagada sobre o momento de tensão, responde irônica e indiferente: " Uma mulher que levou um 'rola'. Não segurou direito e caiu. Ônibus foi feito pra segurar. Não segurou e 'PÁ'!!!...
Outra se dirigindo a nossa vítima: "Denuncia ele. Pega o telefone do ônibus e faz os exames por conta desse filha da P..."
Já uma mãe acompanhada de sua filha, quando se encaminha para descer, recomenda: "Segura. Você viu no que dá não segurar né!?"
Nesse momento eu também desci. Segurei firme, já que "ônibus foi feito pra segurar".




...........CONTINUA......

Pontos e contos de um passageiro...

TEXTO I:   ACORDEI ACHANDO QUE ERA UM SOCIÓLOGO

Bom dia.
Não sou de de fazer rodeios, então não vou me apresentar me, dizer meu nome, já que não quero que você me adicione no orkut nem me siga no twitter.
Hoje, logo quando acordei, me dei conta que o ser humano é um inventor. E como em algum momento da nossa  recente história de 35 ou 100 mil anos, algum ser que não tinha absolutamente nada o que fazer inventou o trabalho, e eu estava a caminho do meu.
E assim como o de muitas pessoas, o meu trabalho, não me permitiu comprar um carro. Por isso estava eu a esperar um ônibus, outro invento humano ( esse na verdade, acredito que tenha sido fruto de uma oferenda dos políticos ao Diabo. Mas eu não quero discutir religião).
E para não sair radicalmente da rotina, ele estava atrasado.
Então, como o bom sociólogo que sou, comecei a dar uma palestra ali mesmo no ponto de ônibus:
"O mais interessante é que o deslocamento das massas, faz com que o ciclo do atraso coletivo passe a ser pontual. Contudo, quando estabelecida a rotina dos fatos e os indivíduos tentam se adequar a elas, acontece um fenômeno que se convencionou chamar de  'atraso do atraso'.
Os veículos parecem seres nanimados e independentes e sua escalada diária de acontecimentos é um prato cheio para um olhar analítico do comportamento humano em seu meio."
As coisas que acontecem dentro de um ônibus são tão críticas, que até criaram um Reality Show que se passa em um ônibus.
E como diria o grande filósofo (comediante e motorista de ônibus) Fábio Silvestre: "O ônibus é uma vida!"


                                                                              ...TO BE CONTINUED....
                                                                              ....SIGUE.....
                                                                              ....CONTINUE...
                                                                              ....DEVE ASSERE CONTINUATA....
                                                                              ....WIRD FORTGESETZT...
             CONTINUA....
 ....ÔNIBUS EXISTE NO MUNDO TODO!!!!!                    

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Entre 3 paredes e duas cercas


Viviam as duas muito bem...
 ...Ela e sua intelectualidade.
Até que certo dia,  algo deixou de ser como sempre foi.
Sua mente e seu corpo já não eram parte de um mesmo ser.
Algo a confundia.
Pensamentos inexplicáveis tomava conta de seu interior.
Sabia que já não era a mesma.

O tempo passou...

As coisas voltaram a melhora.
Não que ela tivesse deixados as lembranças pra trás,
mas pareceia que elas tinham sido superadas.

Mas...
    ...novamente algo começou a mecher com ela.
Seres baixos, eu diria rastejantes...
...Nojentos! (Não gosto deles), começaram, talvés por inveja, por culpa,
por falta de nobreza, por medo ou por inferioridade mesmo, a desafiá-la.

Percebeu-se um momentâneo abalo.
Mas sua mente não se inclinou à decadência.
Seus rivais não se conformaram e continuaram o ataque.
Falharam.

Seu poder estava em tudo que construiu e conquistou.
E não em quem e nem no que tentaram abalar, destruir ou regredir.

Ela tinha conciência de tudo o que tinha.
O que acontecia é que algumas vezes essa conciência era corrompida.
Mas logo o juízo se estabelecia novamente e a clareza voltava a seus olhos.
Então, ela conseguia ver que quem e o que a fortalecia sempre esteve ali.
Nunca a deixaram.

Os intrusos eram os Outros.
As paredes eram ôcas.
As cercas eram frágeis.
Todos eram vulneráveis.

Mas ela não era.
Era forte e resistente, por ela e pelos que estavam com ela.



Abraços!